sexta-feira, 24 de julho de 2009

Percorrer os caminhos do trem de Carajás é encontrar um passaporte para a busca do olhar e da memória. O olhar dos que viajam nesse trem é um olhar de procura, de anseios, de desejos.
Na geografia da memória o trem estabelece uma fronteira, é um lugar de passagem para outros lugares, uma cápsula do tempo que permite várias viagens dentro da viagem. No longo trajeto que atravessa o Maranhão e o Pará, em 892 km, o trem transporta pessoas, histórias, costumes, gestos. Traços que indicam um modo de vida, sussurros que denunciam falas que se expõem e falas aparentemente invisíveis.


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